about art

A GIRL YOU WILL WANT TO MEET JOANA HAMROL INTERVIEW

12:55 da tarde



Falar de Joana Hamrol é também falar do futuro da Arte.

Auto retrato 

Concept, Interview and Styling by Susana Jacobetty
Total Looks by Burberry Prorsum
with Model and Artist Joana Hamrol L'agence Lisboa




Embora Joana tenha nascido em Portugal, a mãe e toda a sua família é búlgara, o pai é luso angolano, sendo a avó paterna filha de uma madeirense e de um alemão com nome polaco, e o avô paterno filho de ingleses e marroquinos.

Neta do escultor Henrique Pereira e neta e filha de pianistas, sendo a mãe acordeonista, Joana nasce numa família de ArtistasO primeiro retrato que desenhou foi o de sua avó paterna Johanna Brunhild Hamrol Pereira, quando tinha 8 anos, a maneira como conseguiu captar a sua atitude, fê-la pensar, ainda em pequenina, que tinha aptidão para o retrato. O desenho perdeu-se há muito mas a sua vontade continuou. Mais tarde, estuda e licencia-se em Artes Plásticas Pintura na Faculdade de Belas Artes em Lisboa, e expõe em individuais e colectivas. 

É apaixonada pelo desenho de pintores Barrocos e Românticos, como Rembrandt e Ivan Aivazovsky, e principalmente pelo dos vídeo jogos e anime japonesa.


Joana Hamrol, modelo, com uma carreira reconhecida nacional e internacionalmente, sobressai agora como Pintora e Concept Artist.

Botija verde

Botija Rosa

Em que momento decidiste seguir uma carreira como artista?
Terá sido por volta dos meus 13 anos de idade, quando fiquei totalmente absorvida na prática do desenho. Os anos passaram, e desenhar era mesmo aquilo que eu queria fazer; ao escolher qual o curso académico a seguir, ainda vacilei entre Arquitectura e Arqueologia, porque são áreas que na altura me interessavam bastante, acontece que no ano anterior a entrar na Universidade percebi que tudo aquilo que eu imaginava e criava englobar-se-ía em Belas-Artes. Eu estava bastante influenciada  por dois artistas japoneses que faziam Concept Art para Gaming e eles tinham estudos académicos em Belas-Artes. Foi aí que me candidatei para Artes-Plasticas Pintura, e entrei. 

Em Portugal há uma tendência para direccionar os alunos para áreas como ciências e economia, alguma vez sentiste essa pressão?
Nunca senti pressão nenhuma a seguir essas áreas porque a minha família vem toda do ramo das Artes, aliás, aos meus 4 anos de idade estudei violino, que, com bastante arrependimento meu, acabei por abandonar. Os hobbies da minha adolescência podem-se resumir a Desenho e Game, acabando por ser o que eu realmente queria fazer no futuro. 

Qual a tua visão do panorama artístico em Portugal? 
É complicado elaborar uma resposta pois estive afastada do meio durante uns anos devido à minha carreira de Modelo e a minha visão pode não estar precisa, mas vejo muito pouco investimento e divulgação de artistas portugueses, vejo que há bastantes artistas que acabam por viajar e acabam por desenvolver o seu trabalho noutro país. Gostava que houvesse uma mudança em Portugal nesse aspecto, algo que favorecesse o crescimento das Artes Visuais e Artes-Plásticas. O apoio é necessário quando os artistas se iniciam  e não quando já se tornaram de renome.  




Tens sugestões para sensibilizar uma grande camada da nossa sociedade que insiste em minimizar estas áreas criativas? 
Isso talvez passaria por reeducar os Mídia que pouco falam de Arte. A minha sugestão é incluir o ensino da História de Arte nos programas escolares para entender a importância que a Arte tem tido na sociedade e a riqueza que acrescenta à Humanidade. Entender porque é que os mestres são mestres, e aquilo que é necessário para o ser. Um artista não pode apenas valer-se do seu talento ou apenas do seu trabalho, é exactamente a união do talento e do trabalho que faz criar um verdadeiro artista e, não existindo um ambiente propício ao trabalho para quem tem talento, torna-se muito difícil criar algo artístico. Depois de compreender isto, então essa camada menos sensibilizada pode ver o quão importante a Arte é. Em Pintura e Escultura as grandes obras surgiram numa altura em que existiam Patronos, que investiam bastante nos artistas e chegavam até a ter pintores pessoais, investiam em escolas com mestres e, é por isso, que nesta altura houve um grande florescimento. Sem investimento não pode haver qualidade.

O que pretendes expressar com a tua arte?
Eu tenho dois grandes objectivos a nível da expressão: 1 - trazer ao público sensações nunca antes vivenciadas; 2 - mostrar que  há sempre um refúgio para além da realidade, onde nos podemos abrigar, criar e trabalhar como se não estivessemos no mundo verdadeiro, esta liberdade interior de expressão só se completa quando é exteriorizada. 

Gostas de gaming no entanto a tua arte não tem nada de digital, são duas áreas que não misturas?
Bem eu sempre fiz Concept-Art, mas tudo a lápis desenhado em papel, essa é uma questão que surge no momento adequado porque comecei há, sensivelmente, 6 meses a trabalhar com programas digitais de Desenho. No início deste ano frequentei masterclasses com o artista Florien de Gesincourt, que trabalhou para Assassin's Creed, Magic the Gathering  e Wizards of the Coast, e aprendi imenso em desenho digital. Neste momento uso o Procreate e, concerteza que no futuro grande parte do meu trabalho será digital. Posso afirmar que acabei de começar a trabalhar nesta área. Para os interessados é so irem ao link Artstation https://www.artstation.com/artist/joanahamrol

Ensaio de Miúdos ao Sol

Quem são as tuas grandes referências e inspirações? 
Em primeiro lugar Rembrandt e Ivan Aivazovsky. Depois Yoshikata Amano - o criador dos personagens da saga Final Fantasy e Rui Araizumi, ilustrador da minha Anime favorita - The Slayers e ainda o ilustrador Yoshiuki Sadamoto. Hoje em dia sigo bastante o trabalho do Shinkiro e de Maciej Kuciara. 

Se pudesses escolher qualquer pessoa do mundo viva ou não, quem convidarias para um brunch, para um almoço e para um jantar? 
Para um brunch Katsuhiro Harada, para um almoço Auguste Rodin, para um jantar Salvador Dali.

Qual foi a última exposição que viste e gostaste?
A última exposição que vi e me marcou foi a do artista francês Auguste Borget, intitulada O Pintor Viajante no sul da China, que esteve no Museu de Arte de Macau. Foi uma exposição com aguarelas, desenhos, pinturas e gravuras da sua viagem pelo Sul da China no século XIX; ilustra a zona de Cantão e relata paisagens e locais por onde ele passou e as vivências que nelas teve. 

Se fosses uma obra de Arte, qual serias?
Seria "O viajante sobre o mar de névoa" de Friedrich.

Ser Artista é....?
É apresentar ao mundo algo de especial e inegualável, que perdure no tempo e ultrapasse gerações pela sua qualidade e autenticidade.


To speak of Joana Hamrol is also to speak about the future of Art.

Although Joana was born in Portugal, her mother and all her family is Bulgarian, the father is Angolan Portuguese, the paternal grandmother is the daughter of a Portuguese from Madeira's Island and a German with a Polish name, and the paternal grandfather is the son of English and Moroccans.

granddaughter of the sculptor Henrique Pereira and granddaughter and daughter of pianists, being the accordionist mother, Joana is born in a family of Artists. The first portrait she drew was that of her paternal grandmother, Johanna Brunhild Hamrol Pereira, when she was 8 years old, the way she managed to capture her attitude, made her think, even in the smallest, that she was apt for portrait. The drawing was lost long ago but even very young she felt she had talent for portrait. Later, he studied and graduated in Fine Arts and Painting at the Faculty of Fine Arts in Lisbon, and exhibited in individual and collective exibitions.

She is passionate about the art of painters Baroque and Romantic, like Rembrandt, Ivan Aivazovsky, and for video games and Japanese anime.



Joana Hamrol, model, with a recognised career nationally and internationally, stands out now as Painter and Concept Artist.

 Ensaio de Robot

Dinosauro Dourado Envolvido em Tinta

When did you decide to pursue a career as an artist?
It will have been around my 13 years of age, when I was totally absorbed in drawing practice. The years went by, and drawing was what I wanted to do; When choosing which academic course to follow, I still vacillated between Architecture and Archeology, because they are areas that at the time interested me a lot, it happens that the year before to enter the University I realized that everything that I imagined and created would be included in Fine Arts. I was quite influenced by two Japanese artists who made Concept Art for Gaming and they had academic studies in Fine Arts. That's when I applied for Arts-Plastic Painting, and I entered.

In Portugal there is a tendency to direct students to areas such as science and economics, have you ever felt this pressure?
I never felt any pressure to follow these areas because my family comes from the Arts, and at the age of four I studied violin, which, with enough regrets, I finally gave up. The hobbies of my adolescence can be summed up in Drawing and Game, ending up being what I really wanted to do in the future.

What is your view of the artistic panorama in Portugal?
It is difficult to elaborate a response because I have been away from the medium for a few years due to my modeling career and my vision may not be accurate, but I see very little investment and dissemination of Portuguese artists, I see that there are quite a few artists that end up traveling and ending up For developing their work in another country. I liked that there was a change in Portugal in this aspect, something that favored the growth of Visual Arts and Plastic Arts. Support is needed when artists start and not when they have already become renowned.






Do you have suggestions to change a great layer of our society that insists on minimising these creative areas?
This would perhaps involve re-educating the Media that speak little of Art. My suggestion is to include the teaching of Art History in school programs to understand the importance Art has had in society and the wealth it brings to humanity. Understand why masters are masters, and what is necessary for being. An artist can not only rely on his talent or just his work, it is precisely the union of talent and work that makes a true artist and, in the absence of an environment conducive to work for those who have talent, it becomes very Difficult to create something artistic. After understanding this, then this layer can see just how important Art is. In Painting and Sculpture the great works appeared at a time when there were patrons, who invested heavily in artists and even had personal painters, invested in schools with masters and, for this reason, there was a great flowering. Without investment there can be no quality.

What do you want to express with your art?
I have two great objectives in terms of expression: 1 - to bring to the public sensations never before experienced; 2 - show that there is always a refuge beyond reality, where we can shelter, create and work as if we were not in the real world, this inner freedom of expression is only complete when it is exposed.

You like gaming however your art has nothing digital, are two areas that do not mix?
Well I've always done Concept-Art, but everything in pencil drawn on paper, this is an issue that arises at the right time because I started there, roughly 6 months working with digital drawing programs. Earlier this year I attended masterclasses with artist Florien de Gesincourt, who worked for Assassin's Creed, Magic the Gathering and Wizards of the Coast, and learned a lot in digital drawing. At this moment I use Procreate and, of course, in the future much of my work will be digital. I can say that I just started working in this area. For those interested, just go to the link Artstation https://www.artstation.com/artist/joanahamrol

Desvanecimento de um Corpo pela Praia

Ilustração da Série "Desintegração Humana sobre memórias á Beira Mar

Who are your great references and inspirations? Firstly Rembrandt and Ivan Aivazovsky. Then Yoshikata Amano - the creator of the characters in the Final Fantasy saga and Rui Araizumi, illustrator of my favorite Anime - The Slayers and still illustrator Yoshiuki Sadamoto. Nowadays I follow quite the work of Shinkiro and Maciej Kuciara.

If you could choose anybody from the living world or not, who would you invite to a brunch, lunch and dinner?
For Brunch Katsuhiro Harada, for lunch Auguste Rodin, for dinner Salvador Dali.

What was the last exhibition you saw and liked?
The last exhibition I saw and marked me was the French artist Auguste Borget, entitled The Traveler Painter in South China, who was at the Macao Museum of Art. It was an exhibition with watercolors, drawings, paintings and engravings of his trip through South China in the nineteenth century; Illustrates the area of ​​Canton and reports landscapes and places where he passed and the experiences that had them.

If you were a work of art, what would you be?
It would be "The Traveler on the Sea of ​​Fog" by Friedrich.

To be an Artist ....?
It is to present to the world something special and undeniable, that will last in time and surpass generations for its quality and authenticity.



about jewellery

YU HIRAISHI EXHIBITS IN PORTUGAL

2:16 da tarde


Yu Hiraishi, é uma escultora Japonesa que criou uma linha de jóias de autor, inspirando-se precisamente nas suas obras como escultora. A Artista inaugurou a exposição Point, Line and Plane na Galeria Reverso em Lisboa, e até Julho será possível visitar e até adquirir uma de suas peças. As peças, de uma estética conceptual, minimalista e original, fazem a diferença quando coordenadas em qualquer look que possamos imaginar. Confesso que adorei várias, mas a minha preferida é a pregadeira amarela (com 3 pins) que para além da sua forma e cor, tem a particularidade de, ao nos movimentar-mos, mudar a percepção da sua forma. 

Yu Hiraishi, is a Japanese sculptor who created a line of author's jewelry, drawing inspiration from her works as a sculptor. The Artist inaugurated the Point, Line and Plane exhibition at the Reverso Gallery in Lisbon, and until July it will be possible to visit and even acquire one of her pieces. The pieces, of a conceptual, minimalist and original aesthetic, make the difference when coordinated in any look that we can imagine. I confess that I loved several, but my favourite is the yellow brooch (with 3 pins) that in addition to its shape and color, has the particularity of, as we move, change the perception of its shape.





















about summer

ROSEBUD

5:38 da tarde

Praia! 
É já só o que apetece :=) 
Dias compridos e preguiçosos, 
em que nos deixamos ficar, ali, a olhar o mar, 
envoltas em vento quente e maresia de ar. 

Fato de banho e touca de praia Miu Miu, mochila Chanel.
Fato de banho para bebé Gucci, chapéu Lili Gaufrette, saco multiusos Room Seven

Beach!
It's just what I feel like :=)
Long and lazy days, Where we let ourselves just stay, looking at the sea, Shrouded in hot wind, sea air, and beach pea.

Swimsuit and beach cap Miu Miu, Chanel backpack. Gucci baby swimwear, Lili Gaufrette hat, multipurpose bag Room Seven


about lifestyle

BLÉSNYA MINHER INTERVIEW

8:57 da manhã


Blésnya Minher é uma modelo angolana, que divide a sua vida entre o seu pais, que adora, e as grandes cidades da Moda. Já desfilou para grandes marcas como Dior, Miu Miu, Valentino, Kenzo e Calvin Klein e este ano, 2017, fez a campanha para a marca Valentino. Actualmente em Paris, e representada em Portugal pela agência Da Banda Model Management, falou comigo sobre alguns dos seus gostos e sonhos.

Blésnya Minher is an Angolan model that divides her life between her country, wich she loves, and the big cities of Fashion. Already did fashion shows for big brands like Dior, Miu Miu, Kenzo, Valentino and Calvin Klein, and this year, 2017, did the campaign for the brand Valentino. Currently in Paris, and represented in Portugal by the agency Da Banda Model Management, spoke with me about some of her likes and dreams.


Photography by João de Bettencourt Bacelar
Interview and Styling by Susana Jacobetty
Total Look by Luís Buchinho SS17
at Portugal Fashion



Como é o dia a dia da tua vida em Angola?
O meu dia à dia em Angola é tranquilo. Moro com a minha família e gostamos de vida familiar. Costumo levantar cedo, fazer as tarefas e ia à escola, cujo terminei em dezembro do ano passado.

Para além de seres modelo, o que é que mais gostas de fazer?
O meu sonho sempre foi ser modelo, mas não é a única paixão. Também gosto muito de medicina e poder ajudar as pessoas. Podemos dizer que também gostaria de ser médica. E quem sabe o sonho se cumpra, porque ser modelo também era um sonho.

Então já sabes o queres fazer quando fores grande :=)?
Sim, como disse na resposta anterior, gostaria de ser médica, mas por causa das viagens e o pouco tempo disponível, será muito complicado. Então, aproveitando o meu trabalho actual, queria seguir ligada ao mundo da moda mas, desta vez, por trás das passarelas. Quem sabe no lugar da Sandra Teixeira (minha booker) hahaha! Aproveito desde já para agradecer pela oportunidade que me deu, a disponibilidade e o apoio de sempre. Ela é um exemplo para mim.

Alguma vez compraste roupa de algum criador?
No meu dia à dia coloco roupas cómodas, mas, se tiver que definir o meu estilo, como gosto de misturar o simples ao elegante, posso dizer que tenho um estilo street style. Gosto de combinar roupas sem olhar o designer. Só procuro que sejam roupas elegantes e simples. Acho que o estilo está nas pessoas e não nas roupas. Afinal, quem não gosta de combinar uma peça da Calvin Klein, Miu Miu ou Dior, com uma peça básica da Zara?

O que é para ti ser uma boa modelo?
Eu penso que independentemente dos atributos físicos que são exigidos pelas agências e designers, ser uma boa modelo vai muito mais além do que isso. Acredito que a responsabilidade, educação, humildade e auto exigência naquilo que fazemos, é o que faz o resumo de uma boa modelo.

O que gostas de ouvir no teu Ipod?
Não tenho um só cantor predileto, mas gosto de pop comercial, disco, blue, rock, entre outros. Mas em uma festa com as amigas não pode faltar kuduro, que por acaso está agora também de moda a nível internacional.
Se fosses uma música, que música serias?
Se fosse uma música, seria Another Day In Paradise de Phill Collins, especialmente porque contém uma linda mensagem para o mundo.
E um livro?
Se fosse um livro, seria Nunca Desistas Dos Teus Sonhos de Augusto Cury.
E uma sobremesa?

Se fosse uma sobremesa, seria mousse de maracujá.

Conta-nos uma coisa que ninguém saiba sobre ti?
Acho que muita gente, pelo facto de eu ser modelo, não pensa que sou envergonhada, mas a verdade é que cada vez que tenho de entrar em uma passarela, bate alguma vergonha sim. Mas, contudo, trabalho na expressão facial o melhor que posso, para não passar esta impressão ao público.
O que é que te faz mais feliz na vida?
Faz-me realmente muito feliz estar ao lado dos meus entes queridos.


How is your day to day life in Angola? My day in Angola is quiet. I live with my family and we like family life. I usually get up early, do my homework and go to school, which I finished last year in December.

Aside from modeling, what do you most like to do?
My dream has always been to be a model, but it is not the only passion. I also really like medicine and being able to help people. We could say that I would also like to be a doctor. And who knows, the dream is fulfilled, because being a model was also a dream.

So you already know what you want to do when you grow up : =)?
Yes, as I said in the previous answer, I would like to be a doctor, but because of travel and the little time available, it will be very complicated. So, taking advantage of my current job, I wanted to stay connected to the fashion world but, this time, behind the catwalks. Who knows in the place of Sandra Teixeira (my booker) hahaha! I would like to take this opportunity to thank her for the opportunity she has given me, the availability and the support she always gave me. She is an example to me.

Have you ever bought any creator's clothes?
In my day to day I wear comfortable clothes, but if I have to define my style, because I like to mix the simple with the elegant, I can say that I have a street style style. I like to match clothes without looking at the designer. I just want them to be elegant and simple clothes. I think the style is in people, not clothes. After all, who does not like to combine a piece of Calvin Klein, Miu Miu or Dior, with a basic piece of Zara?

What is a good role model for you?
I think that regardless of the physical attributes that are required by agencies and designers, being a good model goes way beyond that. I believe that responsibility, education, humility, and self-demand in what we do is what sums up a good model.

What do you like to hear on your Ipod?
I do not have a single favourite singer, but I like commercial pop, disco, blue, rock, among others. But at a party with friends I can not miss kuduro, which is now, by the way, a internationally fashionable kind of music.


If you were a song, what music would you be?
If I were a song, I would be Another Day In Paradise by Phill Collins, especially because it contains a beautiful message to the world.

And if you were a book?
If I were a book, I would be Never Give Up Your Dreams by Augusto Cury.

And a dessert?
If I were a dessert, I would be passion fruit mousse.

Tell us something that nobody knows about you?
I think a lot of people, because I'm a model, do not think I'm ashamed, but the truth is that every time I have to go on a catwalk, I feel a bit of shame. But anyway, I work on facial expression as best I can, so I would not give that impression to the public.

What makes you happier in life?
What makes me really happy is to be beside my loved ones.



about the future

FROM THE PLEASURE OF PRESERVING TO THE PLEASURE OF DISPLAYING SYMPOSIUM

2:59 da tarde

Ilustração / Illustration by Anabela Becho

Vai acontecer em Lisboa a 15 de Maio na Fundação Calouste Gulbenkian o Simpósio From the Pleasure of Preserving to the Pleasure of Displaying: The Politics of Fashion in the Museum.
A conferência terá vários convidados que dissertarão e aprofundarão, através das suas intervenções especializadas, temáticas fundamentais, com abordagens pertinentes no âmbito do olhar a Moda contemporânea e a sua envolvente. Por exemplo como, a performance como acto de curadoria, a moda interdisciplinar e as práticas no museu do séc XXI, o tempo e o corpo ausente, o guarda-roupa de dança como acervo, o objecto, o espaço e a memória, entre outras. 

Anabela Becho, Especialista e Conservadora de Moda, Investigadora, Professora Universitária e co-autora da Conferência, e Lara Torres, Especialista e Designer de Moda, Artista, Professora Universitária e convidada, explicam em exclusivo para o meu Blog, porque é que este simpósio é completamente imperdível. 

Anabela Becho:
Porque não devemos perder de todo este Simpósio?
Porque From the Pleasure of Preserving to the Pleasure of Displaying – The Politics of Fashion in the Museum, apresenta uma temática inédita em Portugal. A presença da moda na academia é praticamente inexistente no País e este simpósio pretende ser um espaço de reflexão e discussão sobre a ainda controversa presença da moda nas instituições museológicas.

O que significa para ti trabalhar em Moda?
Paixão! 

O que sugerias para melhorar a Moda e o Meio da Moda em Portugal?
Espaço e tempo para reflexão, espírito crítico, rigor técnico e estético.

Lara Torres:
Porque não devemos perder de todo este Simpósio?
Uma das melhores razões para não perder este simpósio será certamente o privilégio de ouvir o Professor Ulrich Lehmann, com quem trabalhei no MA Fashion na University for the Creative Arts em Rochester (UK), onde era Research Professor e Diretor do curso de MA Fashion. Neste momento é Associate Professor em Interdisciplinar Design and Arts está na Parsons em Nova Iorque (The New School, NY). É Historiador cultural e estudou filosofia, sociologia e História da Arte em Frankfurt, Paris e Londres – escreveu o aclamado livro Tigersprung Fashion in Modernity (2000, Massachusetts Institute of Technology) um livro imperdível sobre a relação entre a moda e a modernidade de um ponto de vista filosófico. Ele irá publicar brevemente um livro sobre Moda e materialismo ainda este ano pela Edinburgh University Press, e estou muito curiosa acerca do que irá discutir como keynote deste simpósio.

O que significa para ti trabalhar em Moda?
Trabalhar em moda significa, neste momento, trabalhar criticamente. Os problemas do excesso de produção e questões éticas de direitos dos trabalhadores exigem que haja mudanças na forma como se ensina, cria e produz moda. Atualmente não há como ignorar os problemas sociais e ecológicos causados pela industria`têxtil e do vestuário, que, graças à internet estão mais visíveis que nunca. Para mim este momento é uma oportunidade para mudar.

O que sugerias para melhorar a Moda e o Meio da Moda em Portugal?
O que eu sugiro para melhorar a moda e o meio da moda em Portugal, seria o mesmo para o resto do mundo: mudar as práticas de moda do lado dos criadores e mudar comportamentos do lado dos consumidores (que talvez tenham que se repensar enquanto ‘vestidores’ e deixar de pensar em si mesmos como consumidores). Remendar, alterar, comprar em segunda mão são algumas das muitas novas direções que o ‘vestidor’ de hoje tem como opções, ou até mesmo o aluguer de peças de roupa (se porventura a sua escolha for a de tendências rápidas, o melhor é alugar). A fast Fashion destrói o planeta e não há como fugir dessa realidade, o resto são atavismos. Para comprar de forma saudável e ética não pode ser na indústria de fast fashion, porque mesmo quando a etiqueta diz conscious, está em si mesma a gerar um paradoxo – produzir fast fashion significa produzir demasiado produto, demasiado depressa, o que é absolutamente insustentável para o planeta, independentemente dos recursos utilizados serem materiais como algodão biológico para produzir t-shirts há muitas mais nuances nesta problemática da produção: o algodão orgânico gasta uma quantidade de água absurda, a t-shirt de algodão em si é das peças mais insustentáveis de sempre pela sua necessidade de ser lavada apenas após uma utilização, enfim, nada é assim tao simples como o marketing verde nos quer fazer parecer. É importante reconhecer a importância dos pequenos passos, o projeto da Levi’s water


Ilustração / Illustration by Anabela Becho


The Symposium From the Pleasure of Preservation to the Pleasure of Displaying: The Politics of Fashion in the Museum will be held in Lisbon on May 15 at the Calouste Gulbenkian Foundation.The conference will have several invited guests who will discuss, through their specialized interventions, fundamental thematics, pertinent approaches within the scope of contemporary fashion and its surroundings. For example, performance as an act of curation, interdisciplinary fashion and practices in the museum of the 21st century, time and body absent, dance wardrobe as a collection, object, space and memory, among others.

Anabela Becho, Specialist and Fashion Conservative, Researcher University Professor and one of the creator of this event, and Lara Torres, Specialist and Fashion Designer, Artist University Professor, and a guest, will explain exclusively to my Blog
, why this symposium is completely a must-see.


Anabela Becho:
Why should not we miss this Symposium?
Because From the Pleasure of Preserving to the Pleasure of Displaying - The Politics of Fashion in the Museum, presents an unprecedented theme in Portugal. The presence of fashion in the academy is practically non-existent in the country and this symposium intends to be a space for reflection and discussion on the still controversial presence of fashion in museological institutions.
What does it mean for you to work in Fashion?
Passion!
What did you suggest to improve Fashion and Fashion in Portugal?
Space and time for reflection, critical spirit, technical and aesthetic rigor.

Lara Torres:
Why should not we miss this Symposium?
One of the best reasons not to miss this symposium will certainly be the privilege of listening to Professor Ulrich Lehmann, with whom I worked at MA Fashion at the University for the Creative Arts in Rochester (UK), where I was Research Professor and Director of the MA Fashion course. At this time he is Associate Professor in Interdisciplinary Design and Arts is at Parsons in New York (The New School, NY). He is a cultural historian and studied philosophy, sociology and history of art in Frankfurt, Paris and London - wrote the acclaimed book Tigersprung Fashion in Modernity (2000, Massachusetts Institute of Technology) an unmissable book on the relationship between fashion and modernity of a point Of philosophical view. He will briefly publish a book on Fashion and Materialism later this year from Edinburgh University Press, and I am very curious about what he will discuss as a keynote to this symposium.
What does it mean for you to work in Fashion?
Working in fashion means, right now, working critically. The problems of overproduction and ethical issues of workers' rights require changes in the way we teach, create, and produce fashion. Nowadays there is no way to ignore the social and ecological problems caused by the textile and garment industry, which, thanks to the internet, are more visible than ever. For me this moment is an opportunity to change.
What did you suggest to improve Fashion and Fashion in Portugal?
What I suggest to improve fashion and fashion in Portugal would be the same for the rest of the world: changing fashion practices on the creators 'side and changing consumer behaviors (which may have to be rethought while' Lockers' and stop thinking of themselves as consumers). Patching, altering, second-hand buying are some of the many new directions that today's 'dressing room' has as options, or even the rental of pieces of clothing (if your choice is one of fast trends, it's best to rent ). Fast Fashion destroys the planet and there is no escaping this reality, the rest are atavisms. To buy healthily and ethically can not be in the fast fashion industry, because even when the label says conscious, it is in itself generating a paradox - producing fast fashion means producing too much product, too fast, which is absolutely unsustainable for The planet, regardless of the resources used are materials such as organic cotton to produce t-shirts there are many more nuances in this problematic of production: organic cotton spends a lot of water absurd, the cotton t-shirt itself is the most unsustainable parts of Always for its need to be washed only after a use, in short, nothing is as simple as green marketing wants to make us look. It is important to recognize the importance of the small steps, the Levi's water

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